domingo, 13 de fevereiro de 2011

UuuuuuuUUuuuuuuUUuUUuh

Pensamentos soltos, vamos lá?

* Açaí com granola? Isso é um chute no meu saco imaginário, um peido na cara do meu regionalismo. Toda vez que vejo alguém colocando granola/MM's/tranqueira no açaí, me sinto uma italiana vendo um turista colocar catchup numa pizza. Uma japonesa vendo um ocidental ensopar um sushi de molho shoyo. Parece frescura né, e é! Mas ah!

* Dia desses sai de casa determinada a comprar um Moleskini (se não conhece, clica aqui). Eu tenha essa mentalidade boba de que a cada bloquinho comprado, novas ideias terei. E por que não comprar o "bloquinho dos bloquinhos", de páginas amarelinhas, elástico e capinha de couro?

Sou pobre e a porcaria custava 79 reais na Saraiva.  Mas de tanto procurar, achei uma marca genérica, minha mais nova paixão:  teNeues. A semelhança era grande, mas nem comprei o modelo que parecia com o Moleskini. Comprei um outro, colorido, de fecho magnético. Fiquei satisfeita.
- MIMO!

* Minha mãe fez um Facebook. O feitiço se virará contra a feiticeira. Adivinha agora quem vai  gritar "sai da frente desse computador, menina" ?

* UuuuuuuUuuuuuuuuuuuuuuuUUUUUUUUUUUUH BARBRA STREISAND. Meu mais novo vício! E do meu irmão também! É uma música besta e divertida. Tchequiráuti!




Não satisfeito, meu irmão me mostrou o site chamado GoBarbra.com, achado pela diva Carol Marrocos (nossamiga)! Daí deu nisso:

(clicanaimagem)

Anos de diversão, vou colocar o nome da família toda!

* Cortei o cabelo, voltei a ter 5 anos. E tô com saudades de pintar as unhas de uma cor bem escura... Mas por enquanto não pode, "tira a atenção do telespectador". Nas férias - se um dia elas vierem me visitar - eu pinto.

- La vie
* Heineken é uma cerveja forte, né?

Refri na sacolinha

Nessas minhas andanças pelos bairros de Manaus, deparei-me um dia desses com uma criancinha, daquelas de barriga quebrada, tomando refrigerante numa sacolinha de plástico.

Deu uma saudade.

Fazia muito isso quando pequena. Assim como várias outras coisas bobas que eu supervalorizava quando criança, o simples ato de trocar um copo por um saquinho já mudava meu humor.

Era diferente.

Parecia que o refrigerante era mais gelado, mais gostoso. E exigia também algumas habilidades: nada de deixar escapulir! O plástico ficava escorregadio, tinha que ter manha! Esperto era quem conseguia colocar o máximo de refri, torcer a pontinha da sacola e beber tudo com canudo.

Fui inventar de procurar imagens no google pra ilustrar esse post, mas só achei coisa tosca, hahaha. Nada que represente meu saudosismo.

Então, encontro vocês na taberna do Português. A gente pede três cocas (de garrafinha!) arranja uma sacola (sem nojinho) e pronto!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Viajandona na Academia - #1

Não vou nem começar este post falando o quanto eu odeio tenho pouca afinidade com academias. Vou começar dizendo que mesmo achando um saco não simpatizando muito com a ideia de ficar naquele ambiente de maromba, EU RESOLVI ENGOLIR O ORGULHO, TIRAR AS MINHAS ROUPAS DE MALHAR DA NAFTALINA e levar minha flacidez pra dar uma voltinha numa cadimia da cidade.

Hoje, quinto dia de maromba, fui fazer aula de bike. Cara, essa é uma das aulas mais desconfortáveis que existem. Sabe Deus o motivo, eu encaro.

A bunda dói naquele banquinho infeliz; a coluna dói, não tem apoio e você fica todo tronxo; as pernas doem. Além da dor, a aula frustra um pouco... Você olha pra frente e vê aquele professor super animado, dando uns gritos, inventando umas histórias de que "o próximo exercício é pra gente subir uma montanha, UHUL", que aparentemente não fica cansando e com sede nunca.

Daí você pensa "MÁ QUE MEEEERDA, eu nãoan aguentoaaaaaaaaaaa mais", sai da bike, suspende ela, joga no vidro da sala, destrói tudo e vai embora.


Camila, viajandona na academia #1.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Se não der em alguma coisa, pelo menos dá em merda

Queridoash! Como vai esse recesso? Já cansados de passar o dia tostando o bucho na praia, de comer muito sanduiche natural e de criar uma praia particular com tanta areia acumulada na sunga/biquine? Bom, se a resposta for "sim", vão se lascar porque eu não to de férias e nem pra laje eu posso ir.

Bom, ainda estou morrendo de preguiça ajeitando as novidades do blog. Enquanto esse dia não vem, vou deixa-los (las) com um vídeo em que fiz uma participação infeliz "especial". Na verdade, o vídeo é do blog do meu amigo Rafael Froner. Enfim, o blog dele é muito mais bonito e atualizado que o meu, então vale a pena acessar:

PELAMORDI!

Sobre o vídeo, 3 comentários:

- Decepção na certa. Sou a mistura de um bonecão do posto com travesti na vida real.
- Quem já não ia com a minha cara arranjou mais um motivo!
- Se não der em alguma coisa, pelo menos dá em merda.

Segura na mão de Deus e clica, lembrando que quem clicou foi VOCÊ e a gente nem tem como devolver os minutos que você desperdiçou. Minha brotheza é mais forte, custa nada avisar!



Pedras?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quem tá na fila da malária aêâÊÂeâ

Viu? Nem pra entrar de recesso eu presto! Enfim, umas coisas surgiram na cabeça antes de dormir e achei interessante pra minha memória deixar isso aqui registrado.

Hoje fui fazer uma matéria que me deixou pensativa.

Nem curto muito ficar postando sobre o meu cotidiano jornalístico, sei lá, como ainda tô na fase de estagiária-aprendiz, acho meio forçado ficar pagando de"super jornalistona das matérias maravilhosas", sendo que não faz nem 6 meses que eu realmente comecei a "fazer" jornalismo. Bom... Quem sabe no novo Saca, isso comece a aparecer por aqui?

Não a super jornalistona wannabe, mas algo meio que anti-heróica (isso ainda tem hífen?) de meu divo Caco Barcelos. Enquanto ele mostra os bastidores naqueleprogramacoisalindadeDeus, eu escrevo sobre as bizarrices e situações inusitadas que passamos. Well... Por enquanto a Camila-repórter-muito-séria ainda não se mistura com a Camila-do-blog-vontade-de-dormir-bocejos. Enfim, voltando...

Saí pra fazer uma matéria sobre malária. Na verdade era sobre uma pesquisa que o Inpa vem desenvolvendo em parceria com outras universidades (nacionais e internacionais TCHEMETCHÊ) para ajudar no combate da doença. Bom, não vem ao caso explicar a pesquisa, mas se alguém ai tiver muito, muito, muito afim de saber, manda um email que eu explico de uma forma simples e duvidosa fácil de entender.

Então, não era sobre isso que eu queria escrever. Toda essa firula era pra chegar ao que me deixou pensativa minutos antes de pregar os olhos e esquecer o mundo por alguns minutos (ou entrar em outro mundo, alo-ou SAY YEAH quem assistiu Inception e captou essa piadinha! Não? Ok).

Depois da aula de malária entrevista com o pesquisador (que apesar de demorada, foi uma injeção de conhecimento), fui atrás de "personagens". Pra quem não é jornaleiro ou jornalista, vale a explicação: personagem é a parte "humana" da matéria. É o "Seu João", a "Dona Maria", enfim, as pessoas que compartilham histórias, experiências , 2 minutinhos de prosa e que sempre enriquecem qualquer reportagem chata.

Queria pessoas que tivessem tido malária várias vezes. Com a ajuda de um rapaz chamado "Catita", que é lá do Inpa e trabalha com os pesquisadores, fomos atrás destas histórias. Chegamos ao Ramal do Rufino, área beeeeem rural, lá pras bandas do Puraquequara.

Lá conheci Seu Mario Jorge e Francisca. Ele é agricultor e vive lá há 21 anos; ela é servente em uma escola e vive lá há uns 8 anos. Depois das apresentações, todo mundo já bem a vontade, fiz a pergunta.

"E aí, quantas vezes vocês já tiveram malária?"

A Francisca, mãe de 2 filhas, teve 30 vezes. ARRAM, trinta vezes. Ela não deve ter 35 anos. As filhas, uma de 8 e outra de 4 também já tiveram mais de 2 vezes a danada da malária.

Já Seu Mario Jorge teve 17. Quando eu escrevo "seu" é de senhor mesmo. Apesar de ele não ter dito a idade (e eu ter esquecido de perguntar), contei as rugas e somei tudo com os calos das mãos, dos pés e a pele queimada de sol. Conclui que ele já tinha passado da época de jovem.

Mesmo com a malária, com a distância da cidade, com os poucos recursos, eles me disseram com um sorrisão no rosto um "não saio daqui por nada". E ainda nos convidaram pra visitá-los outras vezes, pode?

Entenderam? Eu entendi, vi que a minhas crises de sinusite são fichinha perto de 30 malárias! Vamos agradecer por tudo, ponto.

Desculpem-me se esse final ficou muito clichê, mas nem todas as coisas da vida são super descoladas e pra frentex, né?

Ps. Não me perdoo de não ter tirado uma foto com eles!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Hiatus? Cacilds?

Bom, decidi entrar formalmente em recesso aqui no blog. Tá, tá... Faz uns 5 mil anos que eu não posto, meus textos não são mais os mesmos, blablabliblabla.

OK, eu entendi, anotei tudo no meu bloco de notas mentais e TCHARAN!

Papo, tem tcharan nenhum não. Só vou planejar umas coisitchas novas para o blog. Na real já tenho tudo na cabeça, só falta alguém (que eu já achei, RÁ) pra fazer um template novo e me passar uns outros guéris-guéris, possíveis parcerias... ENFINS, se tudo der certo, até o final dessa semana o Saca aparece de cara nova, endereço novo, textos novos...

Enquanto o Saca2011-pernão-sarado-barriga-de-tanquinho não vem, deixo este vídeo pra vocês refletirem sobre o futuro de suas vidas...


Um beigo!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Se eu fosse sequestradora, teria um twitter

E você também!

No twitter existe uma parada chamada FourSquare. Fuxiquei a definição desse trocinho no site oficial, e tá lá bem maroto:

"Foursquare gives you and your friends new ways of exploring your city".

Otin mamain, "o foursquare dá a você e aa seus amigos novos jeitos/caminhos/seiláoque de explorar sua cidade".

NÃO!

Pelo o que entendi, a essência deste aplicativo seria a seguinte:

Juvenal saiu de casa com seu smartphone. Resolveu visitar um bar super alto nível da cidade, o Remulos. Era simples, ele queria apenas tomar um suco e conversar com gente nova. Ficou feliz com o número de moças bonitas e com a conversa boa. Ele resolve avisar aos amigos via twitter de que está lá e comentar "olha, puta lugar de primeeeira" lugar de puta primeira, olha. Daí todos os amigos sabem disso, ficam felizes com a dica, vão para lá e todos são felizes com seus sucos de laranja.

BLÉ.

Mas eu percebo que nem funciona desse jeito (e daí que não funciona desse jeito, te lasca Camila!). Galera se empolga e manda pro twitter o endereço dos lugares onde estão só pelo prazer de dizer que "tô em algum lugar". Tem gente que manda endereço do emprego, endereço do supermercado em que foi fazer compras, do buraco onde foi comprar drogas beber uma cerveja com os amigos.

Daí eu me pergunto: como que as pessoas neste mundão de meu Deus ainda se acham no direito de exigir privacidade se hoje elas jogam na internet onde estão, com quem estão, o que estão fazendo, como estão fazendo, tudo isso com direito a ajuda do Google Maps??

Por essas e outras, se nada der certo em minha vida - nada MESMO - e um dia eu resolver ser sequestradora, vou precisar nem mover minha bunda gorda do meu comodo assento. Vou ficar seguindo essa galera gente boa que joga no twitter o mapa até do lugar onde caga, e mandar por DM:

PERDEU PREIBÓI, PASSA U ISMARTIFÓNI!

É o começo de uma nova era...

- JOGA NA MINHA TIMELINE O PERFIL DESSE VAGABUNDO!

- SI LIGA NU REPLAI QUI EU VÔ TI MANDÁ, MALUCO!

- Sou do tráfico, brinks!

- Sou homem de bem, apenas tinha um twitter...
- Agenti eramus apenas uma redi sossial!

E como o assunto é twitter, foursquare e essa papagaiadas todas, um vídeo maravilhis!