domingo, 21 de fevereiro de 2010

Vai DCendo na boquinha da garrafa #2



- The face of wealth querida!

Sobre a vida noturna de DC, só tenho uma coisa a dizer: ser menor de idade nos EUA é uma merde! A gente foi numa rua que tinha bar/boate/festa explodindo por todos os lados e só porque eu tenho 20, e não 21, não podia entrar nos lugares. Pelo menos a gente conseguiu passar o papo num tiozinho, dono de um bar cubano/mexicano/espanhol/ sei lá o quê, e ele deixou os underage entrarem. Era um lugar até bacana, cheio de coisa entulhada, mas o que me conquistou foi a foto de uma tia mucho loca pendurada na parede.
- Seduziu, morri.

Ah, sem contar que no final da balada, me deu uma fome e eu achei o maior pedaço de pizza do mundo! Sério, FAT MODE ON!
- Vou emagrecer bastante aqui... NOT!

Sobre a parte 2, hoje o dia foi de turista. Bati bota por todos os pontos turísticos, vi a estátua gigante do Lincoln, o Pau de Sebo Gigante, a casa do Obams (White House). Mas a coisa mais impressionante foi ver o lago que fica na frente do Lincoln Memorial congelado. MELHOR, foi andar no lago congelado, video-cassetada do Faustão feelings!
Claro, andar sobre lagos congelados é merda na certa, mas fiquei só uns segundinhos, até o cagaço bater e eu voltar pra borda.

- Doooida pra cair e quebrar um dente...

Uma amiga também nos levou pra comer em Georgetown.

PARA TUDO!

Nunca me senti tão bem num lugar... Um restaurante super lindo, na beira do rio, comida boa e BARATA. Sério, suspirei umas 100 vezes de tanta felicidade nesse lugar. Ainda mais com o solzão lindo.
- Suspiros...

Ok, essa cidade tá me deixando besta.

E amanhã? Sabe Deus.
- Just let me take a mental picture of this place...

Vai DCendo na boquinha da garrafa #1

Bom, como aqui em Lexington brotou uma semana de feriado (Virginia rules), eu e o Artur resolvemos sair desse fim do mundo e ir atrás da civilização. Como jovem é uma merda adora uma oba-oba e acha que tudo é festa, a gente foi querer confirmar a viagem dois dias antes e ficamos que nem nêga no samba atrás de taxi, passagem e o escambau. Incrível como Lexington é o fim do mundo cara, sério. Pense que a gente passou uma tarde ligando pra trocentos números e ninguém queria levar a gente pra Charllotesville (a cidade em que a gente pegou o busão pra Washington DC). Até que achamos uma tall de Dunn’s taxi.
A bonitona aqui ficou com o trabalho sujo de ligar. Sendo otimista sobre a conversa com o Seu Dunn diria que de 10 palavras que ele falava, 10 eu não entendia e 10 eu pedia pra ele repetir. Mas na peleja consegui com que ele entendesse que a gente tinha que sair de casa as 6 da manhã. UFA.

O cagaço maior foi o esperar o tiozinho. Num dos sites em que a gente viu o número dele, tinha na parte de comentário uma pessoa descendo o pau, falando que o serviço era podreira, que ele tinha atrasado LITRUS, e que ele ainda xingou a vó do cara. Bom, na dúvida a gente foi com ele (ele tinha cobrado 80 dólares, enquanto o outro tinah cobrado 202 dólares, DUNNS PRA VIDA!).
- Esse foi o máximo que eu consegui conhecer do Seu Dunn, até agora não sei como é o rosto dele.
Ele foi pegar a gente com uns 25 minutos de atraso, mas pelo menos o carro dele era quentinho, eu ronquei durante o caminho todo e ainda acordei com um nascer do sol incre-í-ble. Quando chegamos à Charllotesville, ainda ficamos uns 10 minutos bombando no frio e quando finalmente o cara abriu a porta eu descobri uma coisa: as pessoas em Charllotesville são lelesks!

- Sol queimando tudo até a último ponta do céu...

O cara me abre a porta e fala “galere, o buzão não vai sair porque o tempo ta ruim”. Eu, Artur e a menina da tatuagem de henna na perna soltamos uma “WHAAAAAAAAAAAAT” (no Brasil: comofaaaaaas?), ai ele: Just kidding (no Brasil:“tô de briiiiinks, entraê cambada!”).
Se mate.

A viagem do buzão foi tranqüila, durou umas 3 horas... Deu pra fofocar com o Artur, tirar uma soneca e olhar a paisagem.
- Dieta balanceada no buzão...

Finalmentche, chegamos em Washington DC, a terra do Obama, a terra da Casa Branca, a terra do maior Pau de Sebo do muuundo (a.k.a Washington Monument). Sério, só um dia em DC e já amo esse lugar. Lexington é o fim do fim do fim do mundo, com jovens abitolados que se vestem igual, falam igual, que não enxergam nada além daquela bolha (ok, parei).
Na parte 1 do DCendo na boquinha da garrafa acompanhamos nossos amiguinhos cariocas, fizemos compras e RÁ, alimentei um esquilinho. No final, ainda fomos ver qual era a boa da noite WashingtonDCniana, mas isso eu comento na parte 2, agora vou me arrumar e fazer a turista pela cidade.
- A lá, maior pau de sebo do muuuuuuuuundo. Isso nas festas juninas do Brasil dá até briga de galera, ficadica.
- QUE MAPA O QUÊ? A onda é chegar em DC com um pedaço de guardanapo e sijogar no primeiro taxi.
- Vem iquilinho, vem com a Cabila.
- Cariocax

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Bebida radioativa

Nessa minha vida lexingtoniada, nada muito acontece. Muito estudo, muita fritura e CLARO muita leseira baré. Todos os dias vou lá pro restaurante da faculdade e fico horas prestando atenção nos trejeitos da americanizada. De uns dias pra cá, comentei com o Artur - um dos meus parceiros de se lascar estudos nos EUA - que a galera não parava de tomar um tal de um "suco azul".

- Radioatividade puuuura, hihiê!
TODO MUNDO bebe essa joça. Daí tá, caboquice falou mais alto e numa bela noite, eu e o Artur no auge da preguiça lá na biblioteca, resolvemos nos misturar com a galera e pegar a tal da bebida.
Maaaano, se arrependimento matasse, hoje seria minha missa de sétimo dia, porque JESSUIS, que cocô é esse?
- Artur amarradão
Comecei a futricar e descobri que é uma bebida que a galera toma pra ficar mais ligadão, tipo Gatorade, saca? Mas bicho, só se for a versão Chernobyl de Gatorade. Coisa mais ruim ever.
- Eu a-do-ray!

Vou continuar na minha água com gelo que pelo menos garanto uns 10 anos a mais de vida nesse planeta.

/ignore washingtonliano

Esse microcosmo chamado Washington and Lee tem trocentas peculiaridades. A começar pelo número gritante de pessoas lindas por todos os cantos (sério, pra quem saiu de Manaus, isso é tipos BIZARRO) e a "acabar" pela cultura do /ignore.

Confesso que quando a Rach (amigues que morou aqui um ano) me contou, fiquei meio "serááá", mas NA BOA, o /ignore bomba aqui e funciona bem assim:

Você vai pra festa na sexta/sábado, conhece ge-ral, todo mundo diz que se ama, faz pacto de amizade, escreve BFF na testa. Ai tá né, você vai pra casa feliz da vida né, super "fiz amigos pra sempre, amigos verdadeiros" e na segunda chega todo-todo na faculdade crente que já é da galere e BOW /ignore.

E não, não pensem que isso é só porque sou estrangeira/desprovida de olhos claros, corpo perfeito, cabelo loiro e liso. Tá, papo, isso conta sim... Eles vivem nessa panelinha de sorority/fraternity e meio que so se falam entre si. Mas mesmo assim, no fundo no fundo, a galera é assim com everybody. AINDA MAIS se a pessoa fizer merda na noite passada, do tipo "fiquei com aquela pessoa, blé", é aí que o /ignore bomba na velocidade 6.
Bom, como eu cago e ando pro /ignore, dia desses cheguei e falei "heeeeey" e a pessoa (que eu sempre encontro e falo nas festas) me mandou um Paola-look:

- Tchi conheçu quirida..?
Juntei meus panos de bunda e fingi que falo "hey" para o vento SÓ por diversão.
USA sucks sometimes...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tear night

Finalmente nesse final de semana tive a chance de colocar em prática os meus ensinamentos adquiridos nas longas aulas do Sérgio Ivan (meu professor de antropologia do segundo período). Tá, menti.


Mas ele me ensinou que "um bom antropólogo é aquele que observa, ouve e só depois vai se chegando na galera". Então, tirando a parte do "bom antropólogo", o resto eu fiz tudinho.

Voltando ao final de semana, aqui em Lexington rolou a tal de Tear Night. Sabe Deus o que é Tear Night, mas só sei que foi divertido.



Mesmo não entendendo muito, vou tentar explicar pra vocês: imagine que você é um calourinho que depois de passar a manhã no sinal da frente da UFAM pedindo trocados para os seus veteranos, é recompensado com um belo de um churrascão. Bom, claro que nos níveis estadunidenses de ser, não é bem isso, mas só pra ser mais fácil de entender. Tear night é a noite que eles escolhem pra dar a festa de comemoração aos novos moradores das fraternidades. Antes dessa noite rola uma semana de trotes, chamada de rush. Durante o rush, os jovens que se candidataram pra fazer parte das fraternidades, fazem mil tarefas e idiotisses, só para morarem numa casa com letras gregas, vai entender... Enfim, na sexta eles falam quem foi escolhido e no sábado todo mundo sijoga na comemoração. E foi isso o que nós, pobres brazilians, fizemos...


E também foi aqui que o caboco Sérgio Ivaniano desceu em mim.


Na Tear Night, cada fraternidade dá a sua festa e a onda é entrar na casa e se socializar. Primeiro nós fomos na fraternidade aqui na frente de casa. Nada demais, apenas uns jovens estranhos e uma figura de outro mundo. Meet M.E*:




- Tyra Banks!

M.E é tipos a Blair do Gossip Girls versão Washington and Lee. Ele tem um blog super pra frentex, que conta só as podreiras Washingtonlianas. Tenho medo ok.


Tirando o M.E, o resto foi só samba do crioulo doido. Esses Americanos do Norte são meio sem noção. Dançam estranho e bebem como se não houvesse amanhã (mas há exceções, uhul). Em uma das festas que nós fomos (porque são trocentas e você fica migrando que nem um andarilho) encontramos um casal que dançava de um jeito diferente...

... um jeito meio assim...



... um jeito meio assado...



... um jeito muito do seu mal-criado!




Acho que o casal e o carinha que cantou em uma das festas, tal de Afroman (saca aquela música chatones "because I got high, because I got high, lalaralalala"), foram os pontos altos da meu estudo antropológico.


O casal,



porque eles provaram que lambada NÃO É dança proibida.


E o Afroman,



porque barrou o Marcelo D2 no quesito "apologia as drogas" da escola de samba. De 5 em 5 minutos rolava um "Usem maconha", e a galere "Uhuuuuls"; "sejam doidõõões", e a galere "AEAEAEAEAEA". Achei um tanto quanto tenso.


O resto foi só gente doida falando merda na rua, no banheiro, nas casas...



- Quando não tem banco, senta na lixeira e vive a vida ok.


Tava até comentando pro meu irmão. Aqui o povo é 8 ou 80: ou tá MUITO bebado e não é capaz de falar três palavras; ou tá MUITO sóbrio e é cheto, frio, estranho. Sinto falta das pessoas ponderadas e legais do meu Brasil, nhééé.


Ah, só mais uma coisinha. Se você ficou com alguma dúvida sobre como as feshtas americanas realmente são, easy, aluga qualquer besteirol americano que é a mesma coisa. Parafraseando Cid Moreira "Isto é um espaaaanto".

* Coloquei o nome do carinha abreviado porque tenho medo que um dia ele aprenda português, ache esse blog e queira me matar.

Ps. Essa festa rolou no sábado (16.01), mas a falta de tempo me fez terminar o post hoje (24.01), apesar da data do post ser de segunda (18.01), nhéé.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O frio



O sonho de todo manauara é sentir frio. Você pode torcer o nariz, eu deixo, mas não me venha dizer que não adora colocar o seu ar-condicionado/ventilador na potência mais roquenrol que existe- só para sentir seus pés congeladinhos e se cobrir com um cobertor felpudo feito pela sua vovo - porque sera mentira pura, ok!

Aqui em Lexington tá um frio do cacete muito do seu sapeca. Para uma legítima caboca que está acostumada a sentir vontade de colocar um casaquinho quando faz 23 graus ou então só tem chance de usar suas blusas de manga comprida no cinema (isso quando senta embaixo do ar), esse frio está deveras difícil de aguentar.
- Achei sutil...

Todos os dias eu acordo e coloco umas 34934i3i49i39i893ii33eii@@ camadas de roupa, saio de casa toda feliz da vida e me deparo com belíssimas sorority girls* montadas em suas botas de marca, meia calça, vestidinhos esvoaçantes, casaquinhos chiques e cabelos brilhosos e sedosos.

Ok, me sinto um lixo. So tenho uma bota, um casaco e 50 camadas de roupa. Cheguei aqui achando que ia encontrar aqueles jovens descontraídos, que usam blusa de estampa boba sobreposta em uma de manga comprida com a barra encardida, calça de moleton e remela no canto do olho. MAR NUNCA!

São todos lindos ok! Lindos e super resistentes aos frio, o que me intriga... eu uso TRÊS CALÇAS e sintos meus ossos tilintarem, e vejo meninas de shortinho/meia-calça super confortáveis e sorridentes. Tô pra parar uma e perguntar:

"Maninha, minxplica esse teu tecido adiposo?"

Passo o dia levantando teorias: pode ser a água em garrafas chiques que as deixam mais resistente, os cafés que têm gosto de água e meia suja, os anéis das fraternidades, ou sei lá o que!

Friozinho é muito bom, mas apenas quando se está bem acompanhado ou com roupas adequadas. Como minha companhia está em Manaus (Beto, hihi) e minhas roupas não são muito adequadas, já torço pela primavera, SPRIIIING.

Yeeeey

*Sorority girls a.k.a as patricinhas, burguesas, perfeitas da universidade. Ta ligado naqueles filmes americas que têm aquelas meninas super chiques, que moram na mesma casa, com cara de "vou te pisar com minha bota de salto alto, mesmo que tenha neve"? Pois ééé...



- ...tipus açim

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Lexwhat

Primeiramente gostaria de deixar claro que esse teclado esta desconfigurado e quem escreve nele eh burra demais para configura-lo para que finalmente ele tenha acentos e ponto de exclamação. Pelo menos tem cedilha, o que eh chique.

Tinha prometido para algumas pessoas e, principalmente, para mim mesma que voltaria com esse blog de qualquer jeito. Mesmo que fosse escrevendo poemas cafonas de amor, eu voltaria. Voltei. Grandes merdas, eu sei.

Acho meio Zeca Camargo feelings essa historia de falar "aaah, estou aqui em tal lugar, super prafrentex, blablabliblabla", mas nesse caso se faz necessario porque senão vai ficar meio dificil de entender os posts dos proximos 5 meses. Pois bem, escrevo de Lexington. Uma cidadela charmosa, aqui pras bandas da Virginia. Não a sua tia. Estado da Virginia, iSTADYS uNIDS das America e os axe da Bahia.

Ta um frio do cão, uma neve do cão.

E eu to com aquele olhar meio perdido sabe... Isso parece meio homossexual, mas to perdidassa nesse mundão cheio de neve e de gente chique.

Estou tambem fazendo um tratamento psicologico pra não engordar. Alias esse sera o tema do proximo post. Ou não.


- Mamãe, olha meu quarto novo, todo arrumado... NOT!